quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dúvidas de Fé

Olá como sabem eu sou o Pedro Henrique dono deste Blog!! farei algo Diferente apartir de agora, esperando atingir os Jovens, em especial a da Rede Juvenil aqui da minha Cidade!!  pesso que vocês enviem suas Dúvidas, sobre a Igreja, Deus, Doutrina e etc..  responderei a todos sem discriminação!!




pesso que perguntem por comentario do Post ou envie um email para   PHA_SPS@HOTMAIL.COM com o titulo de Dúvidas de fé!


vamos lá tirar nossas Dúvidas galera a nossa Igreja e Santa e unica!! 








Creio para Coompriender , coompriendo  para melhor Crer! "Santo Agostinho"






Pedro Henrique.
quarta-feira, 2 de março de 2011

Como devemos estudar as Escrituras


Determinar o significado das Escrituras é uma das tarefas mais importantes que um crente tem nesta vida. Deus não nos diz que devemos simplesmente ler a Bíblia. Devemos estudá-la, lidar com ela corretamente. Estudar as escrituras é tarefa árdua. Uma olhadela superficial nas Escrituras pode às vezes nos levar a tirar conclusões erradas a respeito do que Deus quer dizer. Por isso, é crucial compreender vários princípios a respeito de como determinar o correto significado das Escrituras.
1. Ore e peça ao Espírito Santo que dê a você entendimento.
João 16:13 – “Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.”
Jesus, em João 16, se refere ao Espírito Santo e diz que quando Ele viesse (O Espírito Santo veio no Pentecostes, Atos 2), Ele os guiaria até a verdade. Da mesma forma com que o Espírito santo guiou os apóstolos na autoria do Novo Testamento, Ele também nos guia para que compreendamos as Escrituras. Lembre-se, a Bíblia é livro de Deus, e precisamos perguntar a Ele o que significa. Se você é um cristão, o autor das Escrituras, o Espírito Santo, habita em você… e Ele quer que você compreenda o que escreveu.
2. Não isole a passagem dos versículos que o cercam, achando que o significado da passagem não é dependente dos versos ao redor. Você deve sempre ler os versos que estão ao redor e capítulos, e estar familiarizado com o propósito do livro. Mesmo sendo as Escrituras vindas de Deus, Deus usou homens para escrevê-las.
2 Timóteo 3:16,17 – “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
2 Pedro 1:21 – “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.”
Estes homens tinham um tema em mente, um propósito para escrever, uma questão ou questões específicas às quais se referiam. Leia o contexto para o livro da Bíblia que está estudando para descobrir quem o escreveu, para quem foi escrito, quando foi escrito e por que foi escrito. Então leia os capítulos anteriores ao verso ou versos que está estudando para sentir exatamente o tópico sobre o qual o autor humano estava escrevendo. Tenha cuidado também e deixe o texto falar por si mesmo. Às vezes as pessoas colocam um significado particular em palavras com o fim de obter a interpretação que bem desejam.
3. Não tente ser totalmente independente em seu estudo da Bíblia. É arrogância pensar que você não pode alcançar entendimento através do longo trabalho de outros que estudaram as Escrituras. Algumas pessoas, equivocadamente, se achegam à Bíblia com a idéia que vão depender apenas do Espírito Santo e descobrirão todas as verdades ocultas das Escrituras. Cristo, ao dar o Espírito Santo, providenciou pessoas com dons e dons espirituais ao corpo de Cristo. Um desses dons espirituais é o do ensino:
Efésios 4:11,12 – “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;”
1 Corintios 12:28 – “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.”
Estes mestres são dados pelo Senhor para nos ajudar a corretamente compreender e obedecer as Escrituras. Também é sábio estudar a Bíblia com outros crentes, ajudando uns aos outros a compreender e aplicar a verdade da Palavra de Deus.
Deus os abençoe. Paz!
Germano Luiz Ourique

Retirada do Blog LEIA A BIBLIA
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Converssa com um protestante


Por Dave Amstrong
Tradução: Rondinelly Ribeiro

Protestante (P): X é uma doutrina verdadeira porque é bíblica.

Catolico (C): De acordo com qual tradição denominacional?

P: A nossa.

C: Como você sabe que sua tradição é verdadeira, enquanto outra que a contradiz é falsa?

P: Porque nós somos os mais bíblicos.

C: Como você sabe que a sua é a mais bíblica?

P: Porque nossa exegese é mais abrangente e consistente, e em sintonia com o claro ensino da Escritura.

C: Mas as outras tradições protestantes reivindicam a mesma superioridade.

P: Eu devo dizer com todo amor que estão erradas.

C: Como você sabe que estão erradas? Eu achava que os protestantes supostamente deveriam ser tolerantes uns com os outros, pelas suas diferenças, especialmente nas chamadas "doutrinas secundárias”, contudo você está chamando irmãos em Cristo de "errados."

P: Eu sou compelido a isso porque eles têm uma hermenêutica e uma exegese defeituosas, e eu devo me manter fiel à verdade bíblica.

C: Como você sabe que eles têm um método defeituoso de interpretação?

P: Pela Escritura e pelo estudo lingüístico, pelo consenso de estudiosos, e porque R.C. Sproul disse que era assim [:-)]

C: Mas, outra vez, eles reivindicam as mesmas prerrogativas e habilidades.

P: Então, se estiverem errados, devem estar cegos por suas presunções polarizadas, ou pelo próprio pecado.

C: Como você sabe?

P: Porque chegam a conclusões erradas sobre dados bíblicos claros.

C: Francamente, eu diria aquele que este é um raciocínio circular. Mas, mesmo reconhecendo sua tentativa para a causa do argumento, como alguém que esteja buscando a verdade cristã poderá escolher que denominação é verdadeira segundo a Bíblia?

P: Aquela que for mais bíblica.

C: Não comece isso outra vez [sorrindo]. Todos reivindicam isto.

P: Bem, então, a que for apostólica e tiver raízes na igreja primitiva.

C: Então os pais devem ser estudados a fim determinar quem tem fundamentos na igreja primitiva, e na tradição “apostólica”?

P: Sim, eu suponho assim [franzindo a testa].

C: Mas o que acontece se você encontrar a grande maioria dos pais tendo uma opinião contrária à sua doutrina X?

P: Então estão errados nesse ponto.

C: Como você sabe?

P: Estudando a Bíblia.

C: Então, com isso, é irrelevante o que a igreja primitiva, ou os pais, ou a igreja de 500 a 1500 acreditou?

P: Não totalmente, mas eu devo julgar suas opiniões pela Escritura.

C: Conseqüentemente, você é - numa análise final - o juiz final da tradição cristã verdadeira?

P: Bem, se você quer usar estes termos jurídicos, sim.

C: Isso não é um bocado arrogante?

P: Tanto quanto o papa e um grupo de homens velhos e celibatários com chapéus vermelhos que querem me dizer no que eu devo acreditar [olhando com cara feia].

C: Você se faz o árbitro de toda a verdadeira doutrina cristã, para dizer o mínimo, mas questiona um papa que faz um pronunciamento infalível a cada cem anos ou mais!!!! O mais notável e irônico! Eu poderia dizer, então, que você é obviamente um Super-Papa.

P: Você pode dizer o que quiser. Nós chamamos isso de primazia do consciente individual.

C: Então você acha que suas próprias opiniões e “consciência” são superiores ao consenso conjunto das centenas de anos da história da igreja, de pronunciamentos papais, da tradição apostólica, dos Concílios, etc.?

P: Sim, porque se uma doutrina é bíblica, eu devo denunciar todas as tradições dos homens que forem contrárias.

C: Sobre esse assunto, como você sabe o que é bíblico?

P: Bem, eu citarei de João Calvino:

A Escritura é auto-autenticável, certamente; portanto não é correto sujeitá-la a provas e raciocínios. Iluminados por seu poder, não cremos nem por nós mesmos nem por qualquer outro julgamento que essa Escritura é de Deus. Não buscamos nenhuma prova. Tal, então, é a convicção que não requer nenhuma razão. Não falo de nada além do que cada crente experimenta dentro de si mesmo.

[Institutas, livro I, capítulo 7, seção 5/Vol. 1, pp. 80-81 na edição de Battles/McNeill].

C: Isso parece intrinsecamente ilógico, pelos próprios critérios indicados por Calvino. Mesmo assim você tentou me dar razões e lógicas durante todo este diálogo!

P: A fé não requer nenhuma razão. O Espírito Santo a torna clara.

C: Bem, esta é uma outra bola de cera. Mas eu diria que você não saberia com certeza quais os livros do Novo Testamento se não fosse pela Igreja Católica. Os critérios de Calvino não são essencialmente diferentes dos que os Mórmons usam como justificativa para suas doutrinas. Além do mais, com que bases você confia em Calvino, quando ele contradiz tradições mais antigas da Igreja? A Escritura não é auto-autenticável, no sentido de se determinar a extensão e os parâmetros de si própria. Isto é mostrado claramente nas divergências ocorridas na igreja primitiva sobre o cânon do NT.

P: Havia um grande consenso entre os pais.

C: Eu ainda diria que era ... muito grande. Mas a divergência era mais do que suficiente para requerer a autoridade da Igreja para resolvê-la.

P: Mas Deus guiou especificamente aqueles cristãos porque Sua Palavra estava em jogo.

C: Oh? Antes de tudo, estou contente de ouvir que você reconhece a Igreja do 4º século como “cristã”. Muitos Calvinistas e outros protestantes pensam que a igreja já estava fora dos trilhos desde então!

P: Bem, isso é triste, porque Calcedônia foi um bom Concílio, e ocorreu em 451. E assim em Éfeso em 431.

C: Bom. Então você concorda que Deus guiou a Igreja primitiva. Mas não em todas as matérias?

P: Não..., não quando falaram sobre o papado, Maria, bispos, a presença real, comunhão dos santos, penitência, purgatório, justificação infusa, a regeneração batismal, a confissão, a absolvição, a tradição apostólica, a sucessão apostólica, e muitas outras doutrinas errôneas.

C: Como você sabe?

P: Porque são doutrinas claramente anti-bíblicas.

C: De acordo com qual "clara" tradição denominacional?

P: A nossa.

C: [bate na testa, levanta as mãos e olha para os céus...]

*****

E assim por diante...e assim por diante.

AMSTRONG, Dave. Apostolado Veritatis Splendor: DIÁLOGO FICTÍCIO SOBRE A SOLA SCRIPTURA . Disponível emVeritatis. Desde 10/04/2006.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Seguir Cristo na China

Entrevista com líder da organização que defende cristãos chineses

ROMA, domingo, 30 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Bob Fu poderia ter sido um dos mortos no massacre da Praça Tian'anmen, se não fosse pelo fato de que sua namorada (atual esposa) adoecera uns dias antes de o governo chinês enviar o exército para reprimir os protestos estudantis pela democracia.
Embora ele não tenha estado na praça naquele dia, o massacre mudou a vida de Fu - foi quando ele perdeu a fé no comunismo. Sua prisão subsequente o levou à conversão ao cristianismo e à sua fuga da China.
Fu agora lidera, nos Estados Unidos, a fundação China Aid, que busca ajuda internacional para os cristãos na China.
Bob Fu fala, nesta entrevista, sobre sua vida na China e sobre o futuro dos cristãos em sua terra natal.

Você foi um dos líderes estudantis na Praça Tian'anmen. Poderia nos contar o que aconteceu?

Fu: Sim. Naquele momento, juntamente com muitas outras centenas de milhares de estudantes chineses, eu estava na Praça Tian'anmen e, basicamente, protestávamos contra a corrupção generalizada no governo chinês e também buscávamos liberdade, democracia e direitos humanos. Os protestos - realizados durante várias semanas - se encontraram, na madrugada de 4 de junho de 1989, com tanques e milhares de soldados chineses do Exército de Libertação Popular. Os soldados começaram a atirar no seu próprio povo. Eu havia deixado a Praça Tian'anmen três dias antes do massacre, porque a minha namorada, hoje minha esposa, estava muito doente.

O que aconteceu depois disso?

Fu: Após o massacre, eu estava basicamente sob "detenção suave", como eles a chamam. Formou-se uma equipe especial de interrogadores para investigar e interrogar-me dia e noite e eu não tinha permissão para ir às minhas aulas na faculdade. Todo dia, eu era tratado como um prisioneiro; procuravam me obrigar a assinar uma confissão. Também exigiram que eu informasse sobre todos os que estavam envolvidos no movimento estudantil.

No final, você cedeu?

Fu: No final, não foi o Partido Comunista quem realmente me convenceu, mas o Espírito Santo. Então eu tive uma mudança revolucionária na minha vida.

Você perdeu a fé no sistema?

Fu: Sim, porque eu tinha colocado a minha esperança no sistema. Eu tentei ser ativo na política e tentei mudar o Partido Comunista, unindo-me às atividades do partido.

Você acreditava nele?

Fu: Sim, eu confiava no sistema para mudar o sistema, mas, quando o exército atirou no seu próprio povo e destruiu vidas inocentes, todos os nossos sonhos acabaram e, com a desilusão e o desespero, quase me suicidei, até que eu comecei a conhecer o meu Senhor Jesus Cristo.

Como você conheceu Jesus?

Fu: Isso aconteceu num momento em que minha vida estava em crise. Eu não sabia como sobreviveria à próxima rodada de perguntas. Eu tinha tentado mudar os outros, mas muitos dos meus supostos amigos me traíram para mostrar a sua lealdade ao Partido Comunista. Então, eu estava cheio de ódio. Eu queria matá-los e depois me matar. Foi então que alguém me deu um livro - uma biografia de um pastor chinês. O livro foi conseguido por um cristão norte-americano, professor meu, que lecionava inglês em nosso departamento. Ler aquele livro transformou a minha vida.

Você só disse: "Sim, Senhor".

Fu: Sim. O livro relata como um ex-dependente químico, um intelectual muito experiente, chegou a abraçar a fé cristã e se transformou totalmente, tornando-se uma nova criatura em Cristo.

A polícia chinesa, a polícia secreta, descobriu a sua escola bíblica. O que aconteceu?

Fu: Oficialmente, eu era um professor de inglês na Escola do Partido Comunista Chinês de Pequim. Durante o dia, passava várias horas lecionando Inglês aos líderes do Partido Comunista. À tarde e no resto do meu tempo, no final de semana, eu me ocupava preparando pastores, em uma escola bíblica clandestina, até que ela foi descoberta pela polícia secreta chinesa. Em maio de 1996, minha esposa e eu fomos detidos e presos.

Preso novamente. O que aconteceu? Como foi para você?

Fu: Foi muito duro. Nos três primeiros dias e nas três primeiras noites, tentavam não me deixar dormir em nenhum momento. Era a privação do sono para acabar com a vontade da pessoa e levá-la para a sala de interrogatório; e cada interrogador ocupava seu turno para interrogar sem parar.

O que eles queriam que você revelasse? Era informação ou simplesmente queriam que você renegasse sua fé cristã?

Fu: Queriam que eu revelasse quantos cristãos havia na minha igreja. Quantos estudantes? De onde eles vinham? Quem financiou isso? Quem eram os professores? Basicamente, queriam que eu traísse meus irmãos e irmãs cristãos. Fizeram o mesmo com minha esposa. Constantemente me lembravam: "Sua mulher está em outra sala. Se você não revelar nada, ela continuará presa lá".

Você vivenciou a tortura física?

Fu: Realmente não, em comparação com muitos pastores da igreja, porque, de certa forma, eles me olhavam como um intelectual. Eu tinha inclusive um diploma de Direito e só ficava lembrando-lhes que deveriam obedecer à lei; caso contrário, eu os perseguiria até que eles me soltassem.

Como São Paulo dizendo: "Eu sou romano".

Fu: Sim, sim, é assim que eu me lembro deles. Foi difícil, mas eu não descreveria isso como tortura. Não me deixavam dormir e fui maltratado algumas vezes, mas o tratamento que recebi não passou disso.

Eu gostaria de falar um pouco sobre as comunidades cristãs e como essas comunidades estão vivendo a sua fé atualmente. Sabemos, com estimativas conservadoras, que existem cerca de 70 milhões de cristãos. É uma estimativa conservadora? De que número poderíamos estar falando realmente?

Fu: Sabemos, pelo ex-diretor nacional da Administração Estatal para Assuntos Religiosos, Ye Xiaowen, que, em 2007, o número de cristãos chineses já havia chegado a 130 milhões, incluindo os católicos. Então, sendo conservadores, pode-se falar de entre 70 e 130 milhões. Só em Pequim, eu conheci um pastor altamente respeitado pela igreja internacional e, antes que ele deixasse a China, o diretor da Secretaria de Assuntos Religiosos de lá lhe disse que só a cidade de Pequim tinha mais de 9.000 igrejas-lares. Portanto, este aumento não tem precedentes. Em 1949, quando o Partido Comunista assumiu o poder, havia menos de um milhão de cristãos, e quando nós consideramos que, mesmo sendo conservadores, há um aumento de 70 milhões, é um grande crescimento em 60 anos.

Mas algumas vezes acontece repressão violenta aos cristãos?

Fu: Sim. Se bem que, para sermos justos, nos últimos 30 anos houve mudanças positivas e avanços não só de prosperidade econômica, mas também de liberdade religiosa. Mas no geral a liberdade religiosa ainda tem problemas. Existe uma extensa perseguição em muitas partes da China.

Você fugiu da China. O que o fez abandonar a pátria?

Fu: Ficamos presos durante dois meses. Por causa da pressão internacional e porque eles não conseguiram mostrar evidências sólidas para nos processar, acabamos soltos. Descobrimos que a vida fora da cadeia era até mais dura do que lá dentro. Eles nos levavam para a delegacia de polícia o tempo todo, queriam basicamente que fôssemos informantes. Tínhamos de informar de cada ligação telefônica, cada visitante. Era muito duro.
Uma vez a polícia levou a minha esposa e eu até um parque e nos lembrou que podia nos prender a qualquer momento. Uma fonte lá de dentro nos informou que estávamos na lista para voltar a ser presos por falta de cooperação. Minha mulher estava grávida e não tinha cartão de autorização de gravidez.

Para contextualizar o assunto: o que é essa autorização de gravidez e como ela faz parte da política do filho único?

Fu: O governo chinês mantém esse controle de nascimentos, ou política do filho único, baseado na teoria de que os recursos são limitados e que a única forma de a população existente conseguir o bem-estar econômico é limitando o tamanho da população. No geral eles permitem que cada família tenha só um filho. Então, quando você quer ter o primeiro filho depois de casar, tem de pedir um cartão de autorização de gravidez, um cartão amarelo para que a sua esposa possa engravidar legalmente. Se ela não tiver o cartão, vai ser presa e obrigada a abortar. O cartão de autorização de gravidez é concedido pela unidade laboral da mulher. Como a Heidi, minha esposa, tinha sido despedida da escola de graduação da Universidade do Povo por ter sido presa, não podia conseguir a autorização de gravidez.

Eles simplesmente não davam autorização?

Fu: Não. E nós tentamos achar médicos cristãos que trabalhassem num hospital de Pequim, tentamos num hospital que tinha um médico cristão, mas o médico simplesmente não podia nos ajudar porque tinha medo de perder o trabalho se aceitasse cuidar da minha mulher.

Então vocês estavam diante de uma possibilidade de aborto?

Fu: Sim, e por isso tivemos de escapar no meio da noite pulando pela janela do banheiro do segundo andar do prédio.

Você fugiu para Hong Kong e de lá para os Estados Unidos, não foi?

Fu: Sim. Primeiro saímos de Pequim e nos escondemos no interior, porque não tínhamos passaporte nem documentos de viagem. Nós imaginávamos que nunca iríamos poder sair da China, mas Deus nos mostrou o seu milagre, e com um monte de orações e muita ajuda, conseguimos chegar a Hong Kong e, de lá, em 1997, aos Estados  Unidos.

Eu queria voltar ao tema da política do filho único. Qual é o impacto dela na sociedade chinesa?

Fu: Eu acho que o impacto se manifesta em vários aspectos. Primeiro: o conceito tradicional chinês da importância de ter um menino. Cada família quer um filho homem e isso causou um grande desequilíbrio entre as populações masculina e feminina. Segundo: temos uma crise enorme de pais idosos. Um casal hoje tem de sustentar duas famílias de pais, por causa dessa política do filho  único. Terceiro: existe uma prática massiva de esterilização forçada e de abortos. No ano passado veio à tona o dado de que cerca de 20 milhões de bebês tinham sido abortados e que o aborto era feito até no nono mês. Eu, pessoalmente, conversei com uma senhora cristã, esposa de um pastor, que contou que tinha estado num hospital, grávida de oito meses, e ao lado de ela havia outra mulher que estava grávida de nove meses. Naquela noite, oitenta mulheres grávidas foram obrigadas a abortar, com injeções de veneno no feto. É um assassinato em escala massiva.

O que é que tudo isso causa na psicologia da nação?

Fu: Esta é outra ramificação dessa política. Aquelas mulheres se deprimem e o índice de suicídios é muito alto. A política do filho único força os pais a estragar esse filho único, criando um filho mimado, muito egocêntrico. No ano passado, a revista Time publicou um artigo sobre a política chinesa de um filho só: A nova Geração da China. Uma geração egoísta. As ramificações desta política estão só começando a se manifestar e a criar outro enorme problema social.

O financiamento dessa política do filho único vem do exterior? De onde?

Fu: A política do filho único é, claro, uma política nacional do governo central chinês, mas, ironicamente, uma grande parte do financiamento vem de organizações internacionais como o Fundo de População das Nações Unidas, que doou centenas de milhões de dólares. Os Estados Unidos também financiam. 40 milhões de dólares vão para a China para ajudar a manter a política do filho único. Os países ocidentais são cúmplices dessa política.

Por que o governo tem tanto medo do cristianismo?

Fu: Espiritualmente falando, a escuridão diminui quando se chega perto da luz, e por isso a escuridão odeia a luz. Os cristãos mostram integridade, amor e perdão, e para a escuridão isso é um desafio e uma ameaça para a manutenção do seu poder: uma luta entre o bem e o mal. Na história chinesa, o cristianismo é visto como uma coisa estrangeira (yang jiao), e o governo chinês, especialmente o comunista chinês, adere à ideologia ateia - especialmente anticristã. Através da propaganda política eles utilizam a ideologia para oprimir os cristãos. Apresentam os cristãos como inimigos do povo, que colaboram com o Ocidente para derrocar o governo chinês.
Nem as atividades benéficas dos cristãos são reconhecidas; elas são ignoradas pelo governo. Durante o terremoto, os cristãos que ajudavam foram presos só porque estavam rezando pelas vítimas. São muitas formas de opressão e de intimidação conta as comunidades cristãs. Eu ouvi dizer que, depois do colapso da União Soviética e da Europa oriental, o governo chinês ficou muito nervoso.

Por verem nisso um exemplo do que poderia acontecer com eles?

Fu: Sim. Eles diziam que "ontem foi o irmão maior, depois será o irmão menor", ou seja, a China.

O cordeiro cristão pode domesticar o dragão chinês? Existe esperança para o cristianismo e para o seu país?

Fu: Eu tenho muita esperança. Acredito que o Evangelho de Jesus Cristo é irrefreável. Você pode atar fisicamente muitos cristãos, mandá-los para a cadeia ou para campos de trabalho, mas acontece que Deus transforma essas cadeias e esses campos de trabalho em campos de colheita. Foi assim que muitos conheceram o Senhor, nesses campos de trabalho. Por isso eu sou muito otimista, e acho que a China no século XXI não será só um país que recebe missionários, mas também, num futuro próximo, a China vai se preparar para levar o Evangelho de novo a Jerusalém, e se tornar um país de envio de missionários para o mundo todo. Sou muito otimista.
* * *

Esta entrevista foi realizada por Mark Riedemann para "Deus chora na terra", um programa rádio-televisivo semanal produzido por Catholic Radio and Television Network, (CRTN), em colaboração com a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre.

essa entrevista foi retirada do Site:Cleofas

A Incrivel História do Santo Sudario!

Parte 1:



Parte 2:



Parte 3:



Parte 4:



Parte 5:



Muito interessante a História do Possivel Pano que cobriu o corpo de Jesus Nazareno!

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São José dos Campos, São Paulo, Brazil
Sou estudante de Teologia,e Direito,sou de São Jose dos Campos,Católico apostólico romano qualquer duvida doutrinária enviar para: pha_sps@hotmail.com
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